sábado, 28 de abril de 2012


O caminho da águia é no céu (Pv 30.19). Ela não foi cri­ada para viver se arrastando nos vales da vida e nas depres­sões da terra. Deus a criou para as alturas.

A águia tem vocação para as alturas. Ela é a rainha do espaço, a campeã dos voos altaneiros. Ela galga as alturas excelsas com suas possantes asas e voa com segurança e pro­digiosa desenvoltura sobre o pico dos mais altos mon­tes. Ela não é como o inhambu, que vive tomando tiro na asa, presa fácil dos caçadores, porque só voa baixo.

Há muitas pessoas que vivem também num plano muito inferior, voando baixo demais, sofrendo ataque de todos os lados, porque não saem das zonas de perigo, vivem pisando em terreno minado, vivem com os pés no território do adver­sário. Por isso, constantemente estão feridas, machucadas, porque não alçaram voo um pouco mais para cima.

Há crentes que vivem arraigados no mundo, estão na igreja, mas não se libertaram do mundo. São crentes que se conformam com o presente século. Adaptam-se aos esque­mas e valores do mundo, seguem o curso do mundo e são amigos do mundo. São pessoas de coração dividido, que querem servir a Deus, mas não estão dispostas a renunciar o mundo. Amam os prazeres do mundo, vivem para agra­dar os ditames da carne e satisfazer seus desejos imediatos.

Como é triste perceber que muitos crentes têm sido se­duzidos pelas atrações e prazeres efêmeros do mundo! Como Esaú, vendem o seu direito de primogenitura por um prato de lentilhas. Trocam a paz de uma consciência pura por um momento de prazer. Trocam a alegria da salvação por um minuto de pecado.

Há crentes, hoje, que estão em amargura de espírito, no laço do passarinheiro, debaixo de opróbrio e vergonha, por­que brincaram com a graça de Deus, foram profanos e zom­baram do pecado. A Bíblia diz que quem zomba do pecado é louco (Pv 14.9).

Sansão era um homem consagrado a Deus. Era um nazireu. Como tal não podia tocar em cadáver, beber vinho nem cortar o cabelo (Nm 6.1-4). Estes eram os seus votos de consagração ao Senhor. Sansão cresceu num lar piedoso. Seus pais andavam com Deus. Ele era um jovem forte, poderoso, muitas vezes possuído e usado pelo Espírito Santo.

Mas Sansão não perseverou na santidade, Ele brincou com o pe­cado. Ele não levou Deus a sério. Ele fez pouco caso de seus votos de consagração. Por isso, foi afrouxando seus com­promissos, foi transigindo com o pecado, foi anestesiando sua consciência, foi caminhando em direção ao abismo, foi descendo para os lugares baixos e tenebrosos, afogando sua alma no lodaçal pestilento da desobediência. Sansão que­brou o seu primeiro voto de consagração ao procurar mel na caveira de um leão morto (Jz 14.8,9).

Há muitos crentes, hoje, também, procurando doçura e prazer no pecado. Sansão quebrou seu segundo voto de consagração ao dar um banquete de sete dias, regado a vinho, para seguir a moda dos jovens de sua época (Jz 14.10). Sansão caiu quando quis seguir a moda. Sansão não teve coragem para ser diferente. Ele cedeu à pressão do grupo. Ele tor­nou-se massa de manobra. Em vez de influenciar, foi influ­enciado.

O povo de Deus precisa ter fibra. O cristianismo não serve para gente covarde (Ap 21.8). Não vivemos para agradar a homens (Gl 1.10). Há muitos pais cristãos que, ao celebrarem a festa dos 15 anos de suas filhas ou as bodas de casamento, regam a festa com cerveja e wisky, porque têm medo de quebrar as etiquetas sociais. Não têm mente de Cristo. Vivem, não pelas leis do céu, mas pelas imposições do mundo.

Sansão quebrou o seu terceiro voto de consagração, de­pois de macular sua honra, deitando-se com uma prostituta em Gaza (Jz 16.1). Dali saiu e deitou no colo de uma mulher ímpia e traidora. Sansão era um gigante. Sua força era descomunal, colossal, hercúlea. Sozinho vencia exércitos. Ninguém podia subjugá-lo. Ele era invencível. Mas o peca­do o derrubou.

Ele ficou preso pelas próprias cordas do seu pecado. Ele tornou-se cativo de suas paixões. Ele dominava exércitos, mas não conseguiu dominar seu próprio coração. Ele venceu com uma queixada de jumento mil filisteus (Jz 15.15), mas foi vencido pelas suas paixões sexuais. Seu ca­belo foi cortado, seu voto foi quebrado. O Espírito de Deus retirou-se dele (Jz 16.19 e 20). Tornou-se, então, um homem comum, fraco, impotente. Os inimigos o subjugaram, vaza­ram-lhe os olhos.

Seu nome significa sol, mas ele ficou em profunda escuridão. Foi vencido porque, em vez de voar nas alturas como a águia, ficou ciscando lixo e entulho, como uma galinha, com os pés na lama.

Deus nos chamou para voar como a águia. Diz o após­tolo Paulo: "Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive assentado à direita de Deus. Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra” (Cl 3.1,2).

Retirado do livro “Voando nas Alturas”, de Hernandes Dias Lopes

A-BD


1 comentários. Clique aqui e deixe o seu também!:

Emanuel dos Santos disse...
A paz do Senhor! Certa vez eu li uma frase "Ou o Livro(biblia) me afasta do pecado ou o pecado me afastará do Livro" para vencer os pecados é necessário estar firmado na palvra. Que Deus nos abençoe!!!




São Jorge: A historia verdadeira.


 Hermes C. Fernandes


 Em torno do século III D.C., quando Diocleciano era imperador de Roma, havia nos domínios do seu vasto Império um jovem soldado chamado Jorge de Anicii. Filho de pais cristãos, converteu-se a Cristo ainda na infância, quando passou a temer a Deus e a crer em Jesus como seu único e suficiente salvador pessoal. Nascido na antiga Capadócia, região que atualmente pertence à Turquia, Jorge mudou-se para a Palestina com sua mãe, após a morte de seu pai. Tendo ingressado para o serviço militar, distinguiu-se por sua inteligência, coragem, capacidade organizativa, força física e porte nobre. Foi promovido a capitão do exército romano devido a sua dedicação e habilidade. Tantas qualidades chamaram a atenção do próprio Imperador, que decidiu lhe conferir o título de Conde. Com a idade de 23 anos passou a residir na corte imperial em Roma, exercendo altas funções. Nessa mesma época, o Imperador Diocleciano traçou planos para exterminar os cristãos. No dia marcado para o senado confirmar o decreto imperial, Jorge levantou-se no meio da reunião declarando-se espantado com aquela decisão, e afirmou que os os ídolos adorados nos templos pagãos eram falsos deuses. Todos ficaram atônitos ao ouvirem estas palavras de um membro da suprema corte romana, defendendo com grande coragem sua fé em Jesus Cristo como Senhor e salvador dos homens. Indagado por um cônsul sobre a origem desta ousadia, Jorge prontamente respondeu-lhe que era por causa da VERDADE. O tal cônsul, não satisfeito, quis saber: "O QUE É A VERDADE?". Jorge respondeu: "A verdade é meu Senhor Jesus Cristo, a quem vós perseguis, e eu sou servo de meu redentor Jesus Cristo, e nEle confiado me pus no meio de vós para dar testemunho da Verdade." Como Jorge mantinha-se fiel a Jesus, o Imperador tentou fazê-lo desistir da fé torturando-o de vários modos. E, após cada tortura, era levado perante o Imperador, que lhe perguntava se renegaria a Jesus para adorar os ídolos. Porém, este santo homem de DEUS jamais abriu mão de suas convicções e de seu amor ao SENHOR Jesus. Todas as vezes em que foi interrogado, sempre declarou-se servo do DEUS Vivo, mantendo seu firme posicionamento de somente a Ele temer e adorar. Em seu coração, Jorge de Capadócia discernia claramente o própósito de tudo o que lhe ocorria: “... vos hão de prender e perseguir, entregando-vos às sinagogas e aos cárceres, e conduzindo-vos à presença de reis e governadores, por causa do meu nome. Isso vos acontecerá para que deis testemunho”. (Lucas 21.12:13 – Grifo nosso). A fé deste servo de DEUS era tamanha que muitas pessoas passaram a crer em Jesus e confessa-lo como SENHOR por intermédio da pregação do jovem soldado romano. Durante seu martírio, Jorge mostrou-se tão confiante em Cristo Jesus e na obra redentora da cruz, que a própria Imperatriz alcançou a Graça da salvação eterna, ao entregar sua vida ao SENHOR. Seu testemunho de fidelidade e amor a DEUS arrebatou uma geração de incrédulos e idólatras romanos. Por fim, Diocleciano mandou degolar o jovem e fiel discípulo de Jesus, em 23 de abril de 303. Logo a devoção a “São” Jorge tornou-se popular. Celebrações e petições a imagens que o representavam se espalharam pelo Oriente e, depois das Cruzadas, tiveram grande entrada no Ocidente. Além disso, muitas lendas foram se somando a sua história, inclusive aquela que diz que ele enfrentou e amansou um dragão que atormentava uma cidade... Em 494, a idolatria era tamanha que a Igreja Católica o canonizou, estabelecendo cultos e rituais a serem prestados em homenagem a sua memória. Assim, confirmou-se a adoração a Jorge, até hoje largamente difundida, inclusive em grandes centros urbanos, como a cidade do Rio de Janeiro, onde desde 2002 faz-se feriado municipal na data comemorativa de sua morte. Jorge é cultuado através de imagens produzidas em esculturas, medalhas e cartazes, onde se vê um homem vestindo uma capa vermelha, montado sobre um cavalo branco, atacando um dragão com uma lança. E ironicamente, o que motivou o martírio deste homem foi justamente sua batalha contra a adoração a ídolos... Apesar dos engano e da cegueria espiritual das gerações seguintes, o fato é que Jorge de Capadócia obteve um testemunho reto e santo, que causou impacto e ganhou muitas almas para o SENHOR. Por amor ao Evangelho, ele não se preocupou em preservar a sua própria vida; em seu íntimo, guardava a Palavra: “ ...Cristo será, tanto agora como sempre, engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte” (Filipenses 1.20). Deste modo, cumpriu integralmente o propósito eterno para o qual havia nascido: manifestou o caráter do SENHOR e atraiu homens e mulheres para Cristo, estendendo a salvação a muitos perdidos. Se você é devoto deste celebrado mártir da fé cristã, faça como ele e atribua toda honra, glória e louvor exclusivamente a Jesus Cristo, por quem Jorge de Capadócia viveu e morreu. Para além das lendas que envolvem seu nome, o grande dragão combatido por ele foi a idolatria que infelizmente hoje impera em torno de seu nome. 


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