segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Incêndio atinge cinco barracos na Favela Caic

Cubatão

Incêndio atinge cinco barracos na Favela Caic

Thiago Macedo


Créditos: Davi Ribeiro

Pelo menos dois barracos da Favela Caic, em Cubatão, foram totalmente destruídos e outros três ficaram parcialmente danificados pelo fogo que consumiu tudo ou quase tudo do pouco que essas famílias haviam conquistados na vida.

Segundo moradores, o incêndio começou por volta das 19h30 em um barraco localizado no Caminho Z do núcleo habitacional. Também como é de costume, os moradores da comunidade foram os primeiros a combater o fogo, que se espalhou pelas moradias ao lado. Minutos depois, os bombeiros chegaram e conseguiram debelar as chamas. 

O fogo pode ter sido causado por um curto-circuito no barraco do montador de móveis Arlindo Araújo, de 50 anos. Ele e os filhos adolescentes não estavam em casa no momento do acidente. “Eu estava na casa da minha sogra quando me avisaram. Na hora que eu cheguei, não havia mais nada”. 

Às 20h30 não havia mais chamas, só que o trabalhador ainda tentava entender o que havia acontecido. Com os olhos marejados, ele fumava e conversava com os vizinhos. Dos pertences de Arlindo restaram apenas o que vestia naquela hora: uma bermuda estampada, um chinelo havaianas branco e um boné. 

Atendimento
Representantes da Prefeitura foram até o local e informaram que as duas famílias que tiveram suas casas totalmente destruídas, assim como as outras duas cujos barracos não possuem condições para abrigar uma pessoa, serão atendidas pelo Serviço Social do Município. 

Uma das casas parcialmente destruída foi a do eletricista Luis Alexandre Pinheiro, de 35 anos. No momento do incêndio, nem ele nem a esposa estavam em casa. Mas os quatro filhos seus estavam. O mais velho tem 9 anos e foi ele quem salvou os irmãos de 6, 4 e 2 anos. “Nem sei como ele conseguiu enfrentar o fogo. Mas Deus estava com ele”, conta o trabalhador, que é evangélico.

Segundo o coordenador da Defesa Civil de Cubatão, José Antonio dos Santos, as quatro famílias (cerca de 12 pessoas) desabrigadas ficarão alojadas em casas de amigos e parentes.

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